poster do filme

Incentivada pelo namorado, que acabou de criar um blog muito legal (visitem), resolvi continuar a escrever sobre filmes aqui. Não vou escrever mais só sobre filmes do cinema, até porque não ando com tanto dinheiro para sair. Viva a minha internet rápida para baixar filmes e o canais Telecine e HBO!

 

Um dia desses acabei vendo Little Children, um filme que eu sempre quis ver, principalmente porque tem a Kate Winslet, que eu adoro. Não lembro porque não vi na época, em 2007. Ah, em português o nome é “Pecados Íntimos”. O diretor, Todd Field, adaptou a história de um livro do escritor Tom Perrotta (que eu ainda pretendo ler).

 

Olha, o filme é estranho. Conta a história da Sarah (Kate Winslet), uma dona de casa que não se encaixa nessa vida e de Brad (Patrick Wilson), um dono de casa que não consegue passar na OAB. E também de Ronnie (Jackie Earle Haley) o pedófilo que acabou de sair da cadeia e vive com a mãe e de Larry  (Noah Emmerich), o ex-policial que teve que ser afastado do emprego porque matou sem querer uma criança de 10 anos.

 

As histórias se entrelaçam de certa forma. Sarah conhece Brad no parquinho do bairro, quando os dois estão lá com seus filhos pequenos. Os dois tem um casamento infeliz, cada um do seu jeito. O filme chega a ser pesado em algumas horas, porque trata de temas que incomodam como a infidelidade, pedofilia, pornografia. Na verdade, as pequenas crianças do título original são os próprios adultos, que aos poucos mostram suas fraquezas, insatisfações e dúvidas.

 

Curiosidades:

 

- O Patrick Wilson é baterista do Weezer!! Essa eu não sabia.

- A Kate Winslet foi indicada ao Oscar de melhor atriz por esse filme, em 2007. Quem ganhou foi a Hellen Mirren por “A Rainha”. O filme também foi indicado para melhor ator coadjuvante (Jackie Haley, o pedófilo) e para melhor roteiro original. Não ganhou nenhum.

- O orçamento do filme é R$14 milhões! Fala sério, só com os atores né?

- Tem a Jennifer Connelly no filme, mas ela está tão apagadinha que passa batido.

- Há tanta especulação aí para quem vai ser o ator do Capitão América, será que alguém já pensou no Patrick Wilson? Acho que até ficaria legal. Quero dizer, melhor que o Leonardo DiCaprio né?

 


Cloverfield

18Fev08

Demorei para escrever sobre o Cloverfield e acabou que minha imaginação para um post super legal foi-se embora. Então é capaz que fique algo pequeno mesmo. Por sinal, preciso aprender a mexer no layout do blog, mas eu não consigo direito. Quem entender disso e puder me ajudar, agradeço muito, muito. Bom, vamos lá:

Cloverfield – Monstro

(Cloverfield)

O filme tão esperado do monstro. Depois de todo aquele marketing viral que incluiu sites falsos, sites com nomes diferentes, fotos suspeitas e comerciais instigantes, ele finalmente estreou. A produtora do filme é a Bad Robot, do famoso J.J. Abrams, de Lost e você nem precisava saber disso para perceber o dedo do J.J. no filme. O direitor é o Matt Reeves que, convenhamos não fez muita coisa interessante até agora.

A história é relativamente simples e boba: durante uma festa de despedida de Rob (Michael Stahl-David) que vai para o Japão trabalhar, um monstro ataca Nova York. A grande sacada do filme é que na verdade tudo que assistimos vem da câmera de Hud (T.J. Miller), que mesmo com toda a confusão e destruição, não para de filmar por nada. Reflexo da “geração” YouTube, que quer colocar tudo que acontece na internet.

Eu lembro de ter lido uma entrevista do Matt Reeves sobre o filme muito tempo atrás que disse que ele queria fazer um filme do tipo do Godzilla, com um monstro grande e malvado. A diferença é que ele queria que fosse nos EUA e não no Japão. Daí ele disse algo assim “Nós só temos o King Kong e ele é muito bonzinho! Quero um monstro que queira destruir tudo.” Acho que ele conseguiu.

A história por trás do filme (Rob e amigos tentando resgatar a namorada no meio da bagunça do monstro) chega a ser pano de fundo pro monstro. Ele ficou realmente legal, bem feito. No começo ele aparece tão pouco que a cada momento é precioso. E finalmente quando ele aparece por inteiro… que monstro legal!

Um filme bastante recomendado para quem gosta de um bom filme de monstro. Quem tem o estômago fraco talvez fique um pouco enjoado com o movimentar da câmera. (experimente correr e tentar filmar direitinho), mas nada que atrapalhe a diversão.


Sweeney Todd

13Fev08

Eu cheguei em uma conclusão sobre o modo de escrever sobre as coisas aqui. É um pouco mais que uma “sugestão”, ou uma “crítica” propriamente dita. Resolvi escrever meio que para quem já assistiu/viu/leu a coisa. Dessa forma, eu não teria que me preocupar muito com spoilers ou coisas assim. Se ficar ruim, no futuro eu escondo os spoliers, sem problema. Resolvi escrever assim porque a internet (revistas e jornais também) já estão cheios daquelas críticas superficiais, das recomendações e coisas assim. Então, vamos lá, escrever sobre o último filme que eu assisti:

Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

(Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street)

Já se falou muito sobre a eterna parceria do Johnny Depp com o Tim Burton. Tanto que ninguém mais agüenta ouvir isso. Agora, alguém aí percebeu que a Helena Bonham Carter está em quase todos os filmes dele? Quero dizer, pelo menos nos últimos 5 (Planeta dos Macacos, Peixe Grande, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Noiva Cadáver e o Sweeney Todd)! Sabe porque? “Ela é uma atriz muito talentosa, expressiva, graciosa e tal”, você pode responder, mas a verdade é que… ela é a esposa do Tim Burton!!! Ok, ela pode ser talentosa, expressiva e graciosa, afinal, faz outros filmes também (Harry Potter, por exemplo) mas aposto que esse fator também conta.

 

Ela, no entanto, não canta bem. Nem o Johnny Depp. Nem ninguém no filme. Talvez o menininho Ed Sanders que faz o Toby, mas quando ele crescer a voz dele vai mudar. Na verdade, a música é a única coisa que faz o filme não ser 100%. Veja bem, eu adoro musicais, o último que eu me lembro de ter visto, Hairspray, é genial. Mas esse cansa. As melodias se repetem demais, as pessoas quase não falam. Quem não ficou com “I feeeeell youuu Johannnaaaa” na cabeça depois que saiu da sessão? Eu fiquei.

O filme conta a história de Benjamin Barker, um barbeiro pacífico de Londres que é casado com uma mulher muito bonitona, que gera inveja ao Juiz Turpin (o professor Snape de Harry Potter, Alan Rickman). Daí ele condena o barbeiro por algo que ele não cometeu à quinze anos no exílio. Quando Benjamin volta, ele não é mais quem ele era antes, ele é Sweeney Todd, o barbeiro demon… ok, Sweeney Todd!! E ele quer vingança do juiz e do bedel que ajudou ele a ir preso (Timothy Spall, o Pedro Pettigrew/Rabicho no Harry Potter também) e junto com a Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter Burton) ele pretende conseguir. Ah, ela é uma cozinheira, que vende tortas no andar debaixo da barbearia do Sweeney Todd. As tortas não estavam vendendo porque a carne estava cara…. o barbeiro estava com aquela sede por vingança e matança… humanos, carne, torta, sucesso das lojas, enfim, uma parceria interessante.

Como eu disse, o filme é bom. A história é envolvente e gostosa de assistir. Tem partes muito engraçadas (mesmo que seja humor negro), principalmente as com o Sacha Baron Cohen (o Borat). Vale a pena assistir, não só porque “é com do Johnny Depp/Tim Burton) como a maioria das pessoas estão fazendo. Porque é um filme legal mesmo.


Primeiro post

11Fev08

Bom, depois de tanto enrolar decidi começar o meu blog. Tenho milhares de idéias, mas elas se vão tão rápido quanto vêm. Então achei melhor começar a escrever algo, mesmo que em um lugar provisório.

A idéia inicial era começar um blog (.com ou .com.br) só com críticas de filmes recentes, do cinema. Depois comecei a querer fazer uma espécie de database sobre vários filmes, velhos e novos. Mais tarde resolvi que escreveria também sobre séries, que eu adoro. Aí, pensei: porque não escrever também sobre música, videogame e HQs? Era mais uma coisa surgindo. Por fim, comecei à assistir animes de novo e quando acabei de assistir a série Nana me deu uma vontade louca de escrever sobre isso.

 Então acabou que a minha vontade de escrever se mostrou maior que a minha maior paixão (cinema). E como enrolei tanto pensando sobre O QUE escrever, acabei que não escrevi nada. Resolvi dessa forma, começar aqui. O nome do blog .com que eu quero fazer é outro, mas vou deixar esse daqui por enquanto, porque para variar, as idéias pipocam na minha cabeça.

Espero ainda hoje colocar aqui a “crítica” (acho que vou encarar como “minha opinião”, fica menos pretencioso) do Sweeney Todd e de Cloverfield.

 Ps: não sei quase nada sobre edição e layout e coisas assim, vou tentar me virar aqui.